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domingo, 6 de janeiro de 2019

Escada à baixo... Luz!

Noite anterior tive uns sonhos interessantes, um deles foi numa igreja. Sonhei que eu ia a igreja com meu namorado, ela tinha uma recepção massa, iluminação legal, a decoração com paredes de tijolo, quadros, piso de madeira... poderia facilmente ser um barzinho estiloso ou um estúdio de tatuagem. Então nós descíamos por uma escada em espiral no sentido horário, de degraus íngremes, estreitos e bem distantes um dos outros. 
Lá em baixo o espaço era enorme, um pouco menor que um ginásio. Haviam várias pessoas de igrejas diferentes e estavam reunidas para organizar uma festa. O jogo de luzes e decoração já estavam sendo testados e organizados, as mesinhas de madeira clara com tampo redondo e vasinhos pretos em cima, muito charmosinho, ornamentavam o ambiente e acomodavam as pessoas. 
Aí alguém começava a ver o repertório da noite, a primeira música foi aquela que eu gosto “me leva pra casa” e todo mundo lá começava a cantar junto, a capela. Era lindo, muito lindo. Tinha uma energia surreal ali. Eu abraçava meu namorado e dizia que ia chorar se cantasse e acho que ele me incentivou a cantar. 
Sei que continuamos abraçados e cantando ao pé do ouvido (coisa que eu nunca fiz inclusive e lembrava no sonho que era a primeira vez que fazia) eu chorava (muito) mas me sentia, sei lá, bem ali. Tão lindo, um sonho tão detalhado, tantas sensações, aquela música... 💕

Ainda era madrugada e faltou energia, assim que despertei, voltei a dormir e esqueci o sonho. Lembrei dele só quando coloquei o Spotify para tocar e tava no ponto aquela música Abba, da Laura. Foi como sonhar tudo de novo, tão lindo, que sensação boa! 

terça-feira, 9 de outubro de 2018

Nota de pesar

Cá estou olhando para minha estante, cheia de livros não lidos que eu quero ler mas não consigo. É estranho lembrar que eu era uma leitora ávida e agora me sinto sem capacidade de ler um livro de 400 páginas (que outrora me era sedutor). Escrever também não é mais uma realidade, ainda que eu tenha muitas palavras e sentimentos para colocar para fora, está tudo acumulado aqui e sem data para ir embora, infelizmente.
Sabe, o que era natural parece não se encaixar mais e isso até dói pois muita coisa me fazia bem. Eu não sei... tô perdida de mim e essa sensação só piora quando olho para a realidade do nosso país, das pessoas que nos rodeiam e se dizem de bem mas abraçam e cultuam o que é mal. Eu não entendo. O mundo está ao contrário e ninguém reparou.
E, sabe, está difícil sonhar e vibrar positividade nesse cenário cinza de puro caos, suor e sangue.
Se alguém me achar por aí, me devolver pra mim.

Tudo passa, tudo passará. 
E nossa estória, não estar 
Pelo avesso assim 
Sem final feliz. 
Teremos coisas bonitas prá contar. 
E até lá vamos viver 
Temos muito ainda por fazer. 
Não olhe para trás 
Apenas começamos 
O mundo começa agora 
Apenas começamos.”


P.S.: o livro segue fechado.

sábado, 25 de agosto de 2018

A luz que o outro traz

Acordei já me sentido cansada, assim como ontem, anteontem, semana passada... Os dias não têm sido como eu imaginava. As vezes me pergunto se estaria me sentindo assim se tivesse feito outras escolhas, sei lá, nem vale muito a pena né?! É aqui onde estou agora.
Saio cedinho e as alegrias do dia ainda estão em ajudar os outros, ainda bem que posso, mesmo que o tanto que eu faça não seja reconhecido e eu seja tratada com mais desdém que uma aluna de primeiro período e não como a profissional que me esforço para ser.
Fiquei feliz que esse dia chegou, cheio de atividades externas, o que me proporciona sair daquele ambiente que me desanima. Mesmo tento um turno lá pelo menos eu estaria bem ocupada dessa vez.
Cheguei para meu atendimento no horário habitual, organizei minhas coisas, vesti o jaleco e esperei os prontuários chegarem. Enquanto não vinham, observei a sala. Um espaço de mais ou menos 3m², teto alto, paredes pintadas de amarelo com várias partes caindo, deixando transparecer o branco de uma tinta anterior e cheias de infiltrações. A iluminação também não é muito boa e há um cheiro de mofo e insetos quando ligo o ar condicionado (antigo, barulhento e que pinga dentro da sala), o que deixa o ambiente pouco confortável até mesmo para mim que mal noto o lugar hoje me dia. Acho que me habituei. 
As cadeiras são antigas, de metal, pintadas em um tom marfim e se arrastadas fazem um barulho bem irritante. A mesa á minha frente tem um tampo de granito cinza e é instável, de modo que se eu não me apoiar corretamente quando for escrever ela fica pendendo para um lado e para outro. Por mais que eu soubesse (ou achasse que soubesse) da realidade da atenção básica no país, não imaginava que estaria numa lugar assim. Dei mais uma rápida olhada, suspirei e decidi que já era hora de começar.
O primeiro caso foi uma senhorinha fofa, com cara de vó que faz bolo e crochê pros netos, sabe?! A consulta foi proveitosa pois vi nela vontade de mudar e permissão para que eu possa ajudar e isso vai me dando doses de alegria, por saber que estamos plantando uma boa sementinha ali, que o tanto que estudei e estudo vai servir para dar qualidade de vida a alguém que pouco conheço mas me importo.
Parcialmente revigorada, chamo o segundo paciente do dia, e ai vem ele. Mal sabia o que me esperava: um rapaz educado, inteligente, de 6 anos, acompanhado por sua mãe. 
Ele usava um óculos com armação estilosa, tipo de nerd e estava todo arrumadinho. Uma graça. Contou-me sua história muito bem e sozinho, conversava bem e eu já estava animada com aquela criança. Sabe, materno-infantil é uma área que eu gosto bastante e pretendo seguir; atender crianças me faz entrar num outro modo da minha profissão, no qual eu tento deixar essa criança o mais confortável possível, não usado palavras difíceis, brincando e respeitando suas preferencias dentro do possível para exercer meu papel.
Em determinado momento a mãe me contou que ele havia comentado em casa que, caso eu o restringisse de algo que ele gosta muito, não ia querer me ver mais e, por mais que fosse algo que eu não indico, era algo que poderia ser mantido por enquanto. Com isso ganhei a confiança do rapaz a minha frente. Ponto pra mim.
Terminei minha avaliação, sondando o que ele gostava e não gostava e fiz alguns acordos, tentando melhorar o que ele gostava. Ao final ele parou, solenemente, e disse: Tudo bem, eu vou fazer tudo isso que você pediu, estou fazendo um juramento com você." Nesse momento ele estendeu a mão direita com quatro dedos flexionados, mantendo apenas o mindinho estendido. Sim, ele estava fazendo um juramento do dedinho (aliás, do mindinho, como ele mesmo me corrigiu) comigo.
Aquilo me pegou de surpresa. Aquela inocência e seriedade que ele estava depositando no nosso momento me desconcertou de um jeito que eu não estava preparada, só em lembrar sinto as lágrimas arderem nos olhos. Sabe quando você esta fazendo um esforço colossal para se manter firme e vem alguém sorrindo e diz algo que lhe conforta de algum modo? Foi tão revigorante, tão belo, mesmo naquela sala de pouca ambiência, mesmo no local que eu pouco sou reconhecida pelo meu trabalho, ali com o dedinho estendido aquela criança brilhou. Brilhou de um jeito que na simplicidade (para muitos) do seu gesto foi a luz que eu precisava e não sabia, ou sabia e fingia que não precisava por não saber onde encontrar.
E quantas pessoas a gente encontra disposta a iluminar nossos dias, não é?! Quantas vezes a gente corre da luz com medo de cegar, nos acostumamos a sofrer calados ou reclamar sem ação, sem tentar mudar.
Crianças são a representação do recomeço, esperança, são verdeiras, tão e transmitem sinceridade. Nos últimos dias eu me encontrava num estado de cobrança e autocobrança frequente, pensando no futuro e me sentindo inerte, sem certezas. Tenho me desgastado com situações que me fazem mal e por mais que eu tente não pensar, hora ou outra elas vêm. Momentos como esse, com essa criança de 6 anos, que durou menos de um minuto, mudou minha energia e eu duvido que em sua inocência ele soubesse que poderia tanto com aquele dedinho solene.
Segurei-me para não chorar ali, mas em casa me permiti senti, deixar ir o que me incomodava e não merecia estar mais em mim. Fiz um juramento comigo mesma: lembrar daquele momento ou similar, quando me sentir esgotada. Buscar pessoas que transmitam luz e levar aos outros também. Estar entre iluminados nos afasta das sombras e reacende o caminho que vez ou outra some.
Rapazinho, muito obrigada por confiar em mim e me relembrar do bem que uma criança pode fazer. Já estou ansiosa por sua próxima visita.

"Vamos fazer o juramento do dedinho mindinho

Juntar o meu mindinho com o seu mindinho 

Então fechou o trato tá feito."

quinta-feira, 16 de agosto de 2018

Doses de ocitocina

Essa é uma lista simples e cheia de amor, feita com uma amiga com o objetivo de nós encher de paz. Escrita em dupla ou em trio, se considerar a comunhão com Deus que certamente estava conosco, achando ótimo. Ela nos aproxima de nós mesmas, da outra e dEle. Achei tão bonito que não resisti não dividir com quem mais queira (nos) ler e que bom que ela concordou com isso.

1- Deus sempre tem um propósito maior até no que nos parece ruim;
2- Eu sou capaz disso e muito mais;
3- A cada pessoa negativa por perto há pelo menos 3 positivas comigo;
4- Minhas escolhas me trouxeram aqui;
5- Na falta de opções, sempre há uma panela de brigadeiro por perto;
6- Sempre ao final do dia, agradecerei;
7- Eu fui o motivo do sorriso de alguém hoje; 
8- Lembrar que o melhor lugar do mundo é dentro de um abraço; não hesitar abraçar alguém;
9- Chorar se precisar, isso não é sinal de fraqueza;
10- Nós somos fortes, e não há quem prove o contrário;
11- Nada é mais belo do que o mundo pelo olhar de uma criança;
12- Sempre temos um lugar para voltar e recarregar as energias;
13- Contar com quem se importa com nós, sem essa de disfarçar ou querer ser fortona;
14- Fazer algo que gosto por hobbie mesmo;
15- Antes de dormir pontuar as coisas boas do dia, só as boas;
16- Por mais que o dia esteja ruim, tentar ser luz na vida de alguém, com coisinhas aparentemente simples também, tipo uma lista;
17- Música sempre, dançante melhor ainda (não preciso dançar bem também, mas se mexer sim);
18- Conversar com Deus ou sobre ele, em qualquer lugar;
19- Isso é uma fase e, como toda fase, há desafios e aprendizados valiosos;
20- Deus nos capacita para tudo então se está ralado é porque Ele sabe que a gente consegue;
21- Ser feliz com coisas simples do dia a dia;
22- Às vezes a melhor terapia é tomar uma xícara de café com sua amiga;
23- Meditar um pouco; 
24- Brincar com meus sobrinhos;
25- Rever fotos antigas;
26- Por mais que esteja se sentindo ruim, sempre dá para ajudar alguém.


Se você chegou até aqui, espero que esta listinha tenha te levado paz também.

quinta-feira, 19 de abril de 2018

Fofoca Reversa

Você já foi vítima da fofoca reversa? Funciona assim: Quando você chega num ambiente as pessoas apontam para você e cochicham "é ela" "essa ai, ó"; você vai passando em algum lugar e ouve seu nome no meio de uma conversa; e as vezes alguém te para no meio de seu trajeto em um dia normal para falar o que pensa de você, na sua cara. 
E sabe o que mais? É a melhor coisa do mundo.
Eu já passei por isso outras vezes, mas hoje parei para refletir sobre minha alegria com meus dias e conclui que a fofoca reversa tem lá sua contribuição no meu estado de espírito, vê se não é motivo suficiente.
Cheguei no trabalho com uma roupa comum na minha prática, legging, camiseta e sapatilha, pra variar um pouco, coloquei um turbante e óculos de sol. Pronto, foi o suficiente para que houvessem cochichos quando cheguei. Passei novamente no corredor e alguém pergunta "Você é a fisioterapeuta?" Sim, respondi, já imaginando que a senhora ia reclamar por causa do horário ou coisa assim, mas para minha surpresa ela abriu um sorrisão e disse "Que coisa boa! Além de ter minha consulta hoje ainda será com você, tão linda! Me ensina a fazer esse penteado?" Ensino sim, pode deixar, chamo já a senhora. (Rindo desde o sorriso dela).
Chamei a primeira pessoa e os elogios continuaram, e melhor que isso, relatou estar observando melhoras significativas, estando praticamente de alta. O segundo disse que faz todos os exercícios e não sente dores relevantes, acredita que com a ajuda deles pode ficar bom, e pode mesmo. Disse que contou para um amigo e o amigo não acreditou ai ele mostrou uns e o tal amigo tentou fazer em casa e disse que sentiu-se bem "Mas vá lá na 'doutora' que ela te consulta, avalia e passa exercícios pra você", ele disse. "'Doutora' enquanto eu tava ali fora esperando, fiquei conversando com o senhor e ele disse que tem dor no punho. Eu disse que não tinha porque fazia esse alongamento aqui que a 'senhora' ensinou e mandei ele te procurar porque a 'senhora' tem uns exercícios certos". A terceira recebeu alta, dizendo não sentir mais nada há duas semanas, só disposição. Ensinei a amarração do turbante para a senhora que me parou na recepção e ela disse que queria em outra ocasião ver meu cabelo solto porque disseram a ela que ele é lindo e que tentará fazer a amarração em casa e se der certo, nem na próxima consulta. Engraçado pensar que algum dia da minha vida eu tive receio em usar esse cabelão volumoso, esse turbante alto e chamativo ou que já ouvi alguns comentários desnecessários sobre esse mesmo cabelo. Como é bom ver que nada é, tudo está.
A noite ouvi uma amiga questionar por quê a medicina era tão valorizada se a fisioterapia era Deus em forma de profissão, pois só poderia ser algo d'Ele o que fazemos com as mãos. Achei tão lindo, me desmontou toda, tamanho elogio não a mim mas a profissão que me escolheu.
E coisas desse tipo seguiram ao longo do dia. No dia anterior, no outro, no decorrer da semana... Como a pessoa fica senão grata?! Grata por poder usar o que aprendeu para ajudar o outro que eu mal conheço mas me procurou por ter alguma esperança que posso fazer alguma coisa por eles. E eu tento, tento muito. E quando dizem que falam por ai o quanto se sentem bem, que conseguem fazer coisas que há tempos não faziam... Alegria sem fim em sentir podemos ser luz e levar o bem.

Se você já foi "vítima" de fofoca reversa, não cale-se, passe a ideia a diante, pratique também. Fale, inclusive, na cara e melhore o dia de alguém. Todos estamos interligados de uma forma ou de outra e, o bem que você faz volta para ti. 

Escolha bem a energia que você emana.

Muita luz!

sábado, 24 de fevereiro de 2018

O que eu quero antes dos 30

A ideia veio de uma amiga e eu me empolguei na hora com a pergunta, primeiro porque eu gosto de pensar na vida, traçar metas, planejar. Segundo por que amo listas. Então, vamos?
Quantas vezes na vida perdemos uma oportunidade por não estarmos prontos para ela? Traçar metas é mais que sonhar, é dá subsidio aos sonhos para que eles sejam projetos. Projetos realizáveis. E eu amo isso. Amo ter uma lista de coisas tracejadas por já ter realizado, cumprido e é por isso que estou sentada aqui agora, para traçar alguns planos para os meus próximos 5 anos. Graças a Deus, já alcancei algumas coisas que eu queria para minha vida quando mais nova, então acho que estou no caminho.

Em 5 anos quero:
- Estar concursada;
- Ter meu próprio negócio;
(com esses dois já dar para ter a sonhada estabilidade financeira, né?!) 
- Fazer meu curso de microfisioterapia;
- Fazer cursos na minha área, pelo menos um por ano;
- Mais uma pós graduação ou mestrado;
- Ter minha casa/apartamento projetado, com móveis sob medida, varanda com plantinhas, piso porcelanato, uma adega com os mais variados vinhos, cozinha com cooktop e panelas antiaderentes da polishop kkkkk, tudo bem lindo *-*;
- Fazer viagens para lugares novos, uma ou duas vezes por ano e pelo menos uma grande e inesquecível viagem;
- Aprender idiomas. Português e mais um ou dois (Não me julgue! Vai dizer que sabe usar aquelas orações subordinadas?! Seeeei...)
- Estar no casamento das minhas amigas, se possível como madrinha;
- Casar? Será? Pode ser, né?! É uma boa ter alguém por perto para dividir a vida
- Ser mãe de uns 3 ou 4 bebês de 4 patas *-*
- Falar nisso... ser mãe já não me parece algo tão absurdo, mas veja bem, realmente não é uma das minhas metas de vida, eu já falei sobre isso aqui. Porém... Se algum dia eu ficar doida e tiver um, que seja antes dos 30, ah! e ele(a) não poderá ser filho(a) único(a), porque acho crianças assim muito sós e ter irmãos é uma verdadeira benção por inúmeras razões.
- Me envolver ativamente em algum projeto social, tenho algumas ideias já mas não defini bem ainda, espero firmar e executar as ideias até os 30.
- Escrever e publicar um livro, nem que seja uma tiragem baixa, só pros meus fãs de carteirinha (ler-se amigos e família).
- Poder olhar essa lista e ver os itens riscados por estarem cumpridos.

É isso, vou ficar voltando aqui de vez em quando para rever os itens e se possível marcar como feito. E você, o que quer antes dos 30?

domingo, 24 de dezembro de 2017

Pequena retrospectiva DurvaLindas 2017

Um ano da para muita coisa né?! Como dizia naquele texto de ontem, o cara que fatiou o tempo foi um gênio, já que em 12 meses podemos perder as esperanças de tudo, chutar o pau da barraca e em seguida nos renovar, com a promessa de um novo ano, uma folha branca, limpinha, pronta para ser colorida.
Pensando nisso fiz uma pequena retrospectiva.

- Conheci umas meninas ai (lindas, por sinal) que eu são sabia que iria amar tanto (meus pais adoram duas delas, inclusive);
- Dividimos panelas, miojos e qualquer coisa que fosse comestível ou necessária;
- Minha casa passou a virar depósito da residência;
- Desenvolvi um pequeno vício por café;
- Desenvolvi uma relação de amor e "nunca mais tomo isso" com a cerveja;
- Vimos Patrícia sem produção alguma em menos de um mês que ela disse que isso nunca aconteceria;
- Pude dar um abraço em Talita num momento muito importante - só depois entendi o que significava; 
Vimos Claryssa, a qual achei sempre muito responsável, subi na contra mão de uma ponte - e foi divertido ver todos (embriagados) se darem conta disso no meio do trajeto;
- Vimos Jessica começar a namorar (hmmmmmm!) Ok, ok, vocês me viram na mesma situação também...
- Matamos algumas aulas;
- Viajamos juntas, seja Macau, Pau dos Ferros, Natal ou Recife;
- Pegamos caronas com desconhecidos;
- Fomos cúmplices em pequenos furtos copo de cachaça, garrafas, porta copos e claro, não podemos esquecer da tentativa dos palitos de churrasco no rebouças né?! (vide cuidando de quem cuida);
- Desenvolvemos nossos dotes seja em decoração, entretenimento de crianças ou na cozinha, né mores?!
- Rimos, fofocamos e cantamos (muito) nas caronas para as aulas;
- Tivemos várias reuniões para rir, comer e beber, sendo uma das mais marcantes aquela na casa de Claryssa. Também né, como poderíamos esquecer: Jessica vomitando a casa toda, eu mostrando toda minha flexibilidade enquanto Patrícia me mostrava para todo o instagram, Claryssa mostrando como se rebola e dança até o chão, Talita numa psicose por limpeza e Patrícia dormindo no sofá totalmente embriagada. Esse dia foi foda. Melhor foi acordar com uma puta ressaca moral e ter que ir para a biblioteca municipal ver a galera falando da minha abertura kkkkkk
- Não dá para esquecer também daquela cervejinha que passou da conta e ficaríamos devendo algumas moedas no Didi, se não fosse Claryssa ir lá. Isso nos rendeu mais uma cerveja então obrigada mais uma vez, garota!
- Descobrimos em Talita uma poliglota, Claryssa uma compositora das melhores paródias, eu mesma um ser humano do mundo a parte, Jessica a pessoa que super domina falar em público, inclusive diante das câmeras e Patrícia uma pessoa que tem os mais diversos tipos de orgasmos e até uns acidentes, tipo "AVC Gástrico";
- Tivemos alguns desentendimentos entre nós, nós e R2, nós com o mundo e tudo foi resolvido;
- Abrigamos umas a outras em alguns momentos inusitados como ficar sem água, sem chave ou por não aguentar mais dormir de rede;
- Aprendemos a aguentar a semana da TPM Coletiva.

Gente, tô acabando, juro!

Estivemos juntas para nos acobertar em algumas faltas, durante o acidente de Patrícia no qual presenta para mim um momento de extrema demonstração de fraternidade e acompanhamos o tratamento da mãe de Talita, dona Corminha, e vibramos de felicidade com o fim e sucesso dele.
Compartilhamos risos, suor, lágrimas, perrengues, conquistas e momentos, muitos momentos. Um ano dá para acontecer muita coisa mas acho que ninguém imaginou que o saldo de 2017 seria tão positivo assim, apesar de tudo.
Acho que ninguém imaginou que amizades tão fortes e sinceras poderia florescer em tão pouco tempo e de forma tão bonita. A união que conquistamos nos proporciona fazer coisas significativas para os outros e nos impulsiona a querer mais, nos exercer e nos realizar como profissionais. 
Eu sei, eu vinhemos ser residentes mais o que ganhamos bolsa nenhuma paga, é algo para além da UBS, para além de uma formação.
Meninas, muito obrigada por dividirem as vidas de vocês e participarem da minha, esse é um dos ciclos mais significativos da minha vida. Que o próximos continuemos emanando toda essa luz e amor e que a união prevaleça sempre e que os momentos seja de leveza, aprendizado e conquistas.
Que a esperança em dias melhores nunca nos abandone e que o medo não nos paralise, que o riso seja abundante, que os sobrinhos venha e, é claro que passemos todas em concursos (se possível, juntas). 
Amo vocês, garotas.

P.S.: Eu já havia escrito esse texto e ele tava prontinho para ser lido em nossa confraternização, mas eu não podia deixar de acrescentar aqui o causo do alagamento/dilúvio no apartamento de Patrícia e Talita. Já havíamos saído, plenas e belas quando nos ligaram para voltar ao condomínio pois o apartamento das meninas estava inundado! E não fazia nem 5 minutos que havíamos deixado o prédio. Ao chegar confirmamos, sim era muuuuuuita água e tudo que nos restou foi tirar os saltos, pegar os rodos e rir (muito), limpando a casa. Isso nos rendeu mais um momentos, 45 minutos de atraso e o possível livramento, pois a causa do vazamento é absurda. Ainda assim a noite foi emocionante e incrível. ;)

sexta-feira, 1 de dezembro de 2017

Análise do ponto de vista crítico de uma escritora de gaveta acerca da produção de artigos científicos no Brasil: Um estudo de caso

Tenho ranço.

O texto poderia acabar aqui mesmo, com essas duas palavras, mas acho por bem desenvolver um argumento plausível, para ir praticando para logo menos.
Não é novidade que eu sou uma curiosa nata: sempre gostei de estudar e realizar pesquisas aleatórias. Sempre gostei de entender a origem das pessoas e coisas, processos de criação, como se desenvolverem as boas (e nem tão boas) ideias. Essas coisas. Também não é novidade nenhuma que gosto de escrever mas e é aqui que está o (meu) problema, isto é, a justificativa deste texto: Eu gosto de escrever mas, no momento que junta-se escrita e vida acadêmica... Travo. Simples assim.
A obrigatoriedade de escrever, de produzir conteúdo seguindo normas, de referenciar cada frase que eu pense em dizer, são coisas que me cansam. Palavras metodicamente escolhidas, sem poder imprimir nenhum tipo de sentimento ou personalidade. Um servicinho frio, sem muita autenticidade. 
Eu gosto é de criatividade, de poder expressar o que penso e sinto. Artigos me deixam minhas linhas em preto e branco.
(MESMA, Eu. 2017) 

Pessoalmente acho muito difícil seguir tanta burocracia, regras, rebuscar palavras só para mostrar que sou culta, "letrada" como diria meu avô. Produzir artigo científico me pede para anular tudo que eu sinto, tudo que eu sou, anular minha forma de escrever, tirar as tantas cores que vibram em mim. Elas as vezes são quentes ou frias, ok, mas sempre vibrantes. "Eu escrevo porque sinto uma necessidade dentro de mim de jogar essas palavras em algum lugar" (MENEZES, 2017). Artigos contam com muitas pesquisas, metodologia, justificativa, referencial teóricos, objetivos, blá, blá, blá... falando de forma vaga, claro. Produção científica é importante sim mas eu não gosto dessa necessidade por uma questão de status para o crescimento profissional, para enriquecer o lattes. Acho isso tão... desestimulante! É como se me tirasse a graça de escrever. Fico desencorajada e eu preciso de inspiração para escrever.
Entendo inspiração um plus essencial para o desenvolvimento de alguma coisa de forma criativa, quase iluminada. Quando a inspiração vem o texto simplesmente flui, como agora - diferentemente do artigo que eu passei dois dias sentada na frente desta mesma tela e nem mesmo o tema me veio. Se as palavras não vibram, não sinto o texto.
Coisa de doido né?! Pode ser. Eu gostaria de sentir mais facilidade para produzir esse tipo de texto sério e importante mas, como poderia?! "Há cores em tudo que eu vejo" (TITÃS, não lembro o ano).

Resultado de imagem para cortando asas criatividade
Ilustração metafórica demonstrando o que acontece com pseudo-artistas quando necessitam produzir artigo científico. Para os não pseudo-sensíveis, as asas podem ser interpretadas como a Inspiração. 

"Tem gente que escreve por ego 
Ou só pra fazer firula
Meu texto é simples, sincero
É tinta que sai da medula
Eu chuto as palavras pra fora
E elas que vêm me buscar
Num jogo de bola e gandula"
Gabriel, o pensador

quarta-feira, 29 de novembro de 2017

Legado

Vez ou outra eu paro para pensar em coisas aparentemente banais, aquelas que sempre passam despercebidas, sabe?! Por exemplo, hoje atendi a dona Lúcia Almeida, Hannah Lima, Etelvina Menezes, Luiz Souza... São tantas pessoas, nomes, histórias que as vezes paro nos sobrenomes. Sei lá, difícil ver um sobrenome novo: geralmente eu já vi em outra pessoa e muitas vezes as partes nem mesmo se conhecem, são de outras cidades, estados... Outras realidades. Eu fico pensando em suas origens, o que carregam e penso mais ainda se forem os mesmos que compartilho em minha certidão de nascimento. De onde vieram? Até onde vão? O que significam?
Sobrenome, essa nossa herança, presente dos nossos pais, que herdaram dos nossos avós, dos bisavós e assim vai, numa linha que se perde no tempo. Meu sobrenome paterno, que os livros de história contam que veio da Espanha (tem escudo e tudo, hein?!) faz as pessoas suporem que sou da tradicional família de médicos da minha cidade-natal mas, na verdade, vem de uma cidadezinha chamada São Bento do Norte, no meio do nada. Na família Lima, de minha avó paterna muitos sofreram com a seca, a qual ocasionou, inclusive, a morte de uma bisa, ainda na infância. Tinha também uma Índia não muito distante. Quantas histórias cabem nos nomes de nossas famílias?
Sempre penso nos sobrenomes como legado, marcas, algo que nos acompanha independentemente de nosso querer e traz histórias, boas ou ruins mas que fazem parte de nós. Se somam a nossa essência, nossas raízes em palavras. O meu Souza pode não ter a mesma origem do seu mas certamente traz uma significância seja de luta, prestígio ou ambas. Ou nenhuma.
O orgulho que sinto ao assinar meu nome completo faz-me lembrar que o simples Souza, historicamente de origem portuguesa, esse Souza o comum nesse Brasilzão, está fazendo algo, levando a origem simples da minha família onde quer que eu pise, em cada conquista.
Seja Batista, Holanda, Gama, Diniz, Junqueira, Lopes, Cruz, Fonseca, Dantas, Albuquerque, Nogueira, Mendonça, Vilela, Rodrigues, Donato Oliveira, Silva... Ninguém é " mais um Silva" (Silva vem de nobres romanos, inclusive). Nenhum de nós cabemos num "só". Cada ser é a soma de diversos fatores, inclusive daquilo que nos deixaram, nosso Patrimônio imaterial. Você pode considerar presente ou carma, depende do seu ponto de vista.
Seja simples ou cheio de consoantes, qual sobrenome você se orgulha em carregar?
Qual sua origem? Que histórias carrega?

segunda-feira, 4 de setembro de 2017

Quando você cuida, quem cuida de você?

Este texto foi escrito para o II Cuidando de quem cuida, um projeto realizado na Unidade Básica de Saúde Vereador Durval Costa (Mossoró- RN) no qual a atenção e cuidado são voltados aos profissionais da UBS com o objetivo de melhorar relações intra e interpessoais tanto entre funcionários da UBS quanto entre os profissionais e usuários, contribuindo para o bem estar e melhora na atenção à comunidade. Vamos lá?


Quando você cuida, quem cuida de você?
Sim, a pergunta nos faz pensar, e é normal a resposta não vir de imediato, afinal, cuidamos tanto, nos doamos tanto aqui ou em casa que quase não sobra tempo de pensar sobre isso, sobre nós.
Também, como pensar em si quando se ver ou ouve histórias reais em nossas áreas e não conseguimos ajudar? Como sentar para jantar e lembrar daquela senhora que não consegue comprar remédios pois precisa se alimentar? Nosso trabalho nem sempre é fácil, aliás poucas vezes o é; do SAME ao curativo, conhecemos historias e pessoas que nos comovem e fazem com que aquele sofrimento torne-se nosso, e essa empatia faz de nós, pessoas em franco crescimento, profissionais empenhados e humanizados.
Pensar em nós, em si, é uma forma de manter bem, pronto para se manter ajudando, cuidando. Eu sei, as vezes bate cansaço, raiva, desanimo, tristeza... afinal somos humanos, em nós habitam tantos sentimentos, porém, temos também o poder da transformação: todas essas emoções negativas se vão ou amenizam quando conseguimos ajudar alguém, quando percebemos que passamos o dia sem levar mágoa, ou se conseguimos ver beleza em algo simples.
O objetivo de hoje não é de desassistir a população, mas sim, voltar nossa atenção aos que tanto fazem e se dedicam. Este é um momento para o reencontro com si e com o outro parar fortalecer laços, trocar histórias, carinho e rir. Esperamos que cada um saia daqui sentindo-se mais leve e motivado, sabendo que pode ser luz e levar o bem, ou se preferir o contrário, ser o bem e levar luz.
Sejam bem-vindos ao II Cuidando de Quem Cuida.

sexta-feira, 23 de junho de 2017

Velhos olhos, novas perspectivas

Esse ano tem sido tão intenso que me surpreendo ao fazer algumas leituras e reflexões. No começo do ano ouvi de meu oftalmologia que só tenho cerca de 25% de acuidade visual, ou seja, uma visão péssima. E olha, eu só tenho 24. Como eu fiquei? Tão péssima quanto a visão... Foi difícil imaginar que nunca poderia dirigir, reconhecer pessoas a distância, escrever ou simplesmente ler um livro sem dificuldade. 
Curti minha bad, aliás, curto vez ou outra desde que descobri isso, o ceratocone (cerato, pros íntimos). Apesar da experiência fracassada em tentar usar lentes no passado, tentei de novo. Precisava tentar, por mim.
Hoje, há uma semana usando lentes, quase choro na estrada, ao parar perto de uma placa e conseguir ver suas linhas bem definidas. Ontem consegui enxergar as folhas da copa de uma árvore distante; cara, você não faz ideia de como eu fiquei feliz em conseguir ver a cidade de origem na placa do caminhão ali na frente.
Desde que coloquei as lentes fico rindo e com vontade de chorar, sério. Eu não esperava voltar a ler meus livros como antes, melhor aliás, pois posso manter o livro no colo e ainda assim ver as orações com nitidez. Consigo tantas coisas e me sinto tão feliz com o mundo novo que surge através dos olhos que já perderam 75% de visão, que eu queria poder mostrar as duas formas que enxergo para que você pudesse entender o tamanho da minha felicidade e de como a vida pode ser mais linda quando aceitamos novas perspectivas, novas tentativas, quando acreditamos que há possibilidades para aquelas questões​ sem jeito.
Lindas linhas nítidas me fazem sorrir, conseguir ver o rosto dos meus pais a distância me faz sorrir, ver meus olhos no espelho me fazem gargalhar de tanta felicidade. Acredite, novas lentes podem mudar a vida, mais de uma vida até. Esse ano tem sido de pura gratidão e quando paro para pensar me faltam palavras, nunca tantas coisas boas aconteceram de uma vez em minha vida, uma das melhores foi, sem dúvida, enxergar com "novos" olhos.


P.S.: Podemos pegar essa analogia das lentes e adaptar: será que estamos enxergando as situações do dia a dia com as "lentes" certas?

terça-feira, 6 de junho de 2017

A Dança da vida e a arte dos reencontros

Senta ai, perceba sua respiração e vamos falar sobre biodança. 

Na verdade, eu vou falar um pouco sobre uma vivência e espero conseguir metamorfosear isso, transformar em palavras e te fazer sentir o que senti (meta extremamente difícil).

Para quem não sabe, biodança (ou dança da vida) é uma prática que proporciona o encontro de pessoas com um grupo e com si, além de estimular sentidos e sentimentos através da música. A cada melodia uma nova linha de vivência pode ser estimulada/trabalhada. 
Há vários momentos, com vários ritmos também, uns em grupo, em dupla, ou individuais; a cada troca, era possível perceber o coração pulsar sangue por nossas veias e artérias, sentir o ar entrar e sair dos meus pulmões, sentir minhas pernas sedentárias reclamarem das minhas pequenas extravagâncias, sentir coisas que eu não sinto, ou dou pouca atenção quando sinto. Um dos momento que provavelmente vou guardar por um (bom) tempo foi o de uma melodia lenta e individual no qual nos portávamos sozinhos de olhos fechados e lentamente nos espalhávamos no ambiente, até estamos espalhados no chão, vários corpos se encontrando (com si e com o outro). Ao final nos reuníamos no centro e ficávamos sentido ali, simplesmente sentido: a música o toque, o chão frio, um carinho aqui, outro ali ao som de músicas de ninar. 
Sabe, eu tinha uma tia que durante minha infância sempre nos cantava músicas e inventava brincadeiras para nos entreter, ela era divertida apesar das muitas tristezas e problemas de saúde. Com o passar do tempo ela se mudou e nós nos afastamos, coisas da vida. Há uns 2 anos fui visitá-la e ela se quer me reconheceu, estando completamente imersa numa realidade só dela, até que há uns 10 dias às 6 da manhã recebi a notícia que ela havia falecido. Não foi realmente uma surpresa, afinal, ela estava em coma a cerca de 1 ano, já não se expressava, estava nos deixando. Até o momento daquela cantiga de ninar começar eu não havia me dado conta que não tinha chorado, sentido a falta dela, então, ali deitada no meio daquele emaranhado de corpos eu ouvi aquela cantiga que ela cantava e... chorei. Permiti-me as lágrimas, assim como fiz com o riso. Permiti-me sentir, liberar sentimento contido que até então eu não sabia estar contendo. Perceber isso foi como tirar uma venda, como abrir uma janela (interna ou externa?), quanta coisa podemos conter por hábito do cotidiano? Quanto cabe em cada pessoa? 
Chorei no chão e no momento seguinte, quando estávamos numa roda, abraçados pela cintura e embalados com uma música de aconchego, eu soluçava de tanto chorar e não me importei com isso (diferentemente da minha versão anterior, que era a versa a tais expressões). No fim das contas eu me senti bem, percebi que tenho me afastado muito de mim, de quem quero ser, entrado cada vez mais num piloto automático. Estar ali, hoje, me proporcionou um reencontro comigo mesma, olha... eu nem sabia que estava com tanta saudade de mim!  
A vivência da biodança enfatiza o toque, o se sentir, sentir o outro, encontros (externos e internos), relaxa e nos tira dessa rotina que muitas vezes nos suga, leva nossa energia vital e positividade. No mais, obrigada a todos os presentes por participarem desse momento de tamanha leveza e reencontro. Até a próxima!

"Música é um relacionamento que nunca vai te decepcionar
Um portal que conecta o corpo, a alma, a vida
É o que me faz acreditar nas pessoas ainda"
Sérgio Dall'Orto

segunda-feira, 29 de maio de 2017

DurvaLindas

Meninas, está é a fita de vocês.


Estou indo para casa e como a viagem é longa, já anoiteceu, mas dessa vez nem cochilei. Fiquei lembrando do dia, dos dias, de vocês e cá estou, escrevendo para organizar as idéias. Tento entender como e porquê conheci pessoas tão diferentes e maravilhosas, ou seja, perguntas que nunca responderei porque não é da minha patente. A ordem para isso tudo veio lá de cima, ordens do Criador (valeu, Pai!)
Quando vim morar aqui pensei que ia ser algo bem dificultoso para mim, uma vez que eu sou uma pessoa um pouco difícil para me aproximar das pessoas; quando não estou à vontade ou viajando muito, fico off e... tchau mundo (vocês já sabem disso), é tanto que uma das minhas metas era fazer amigos. Para tal teria que fazer um imenso sacrifício, que na real nem foi. Quando vi nossos nomes no quadro, confesso que não me fez muita diferença, afinal, não conhecia ninguém então só torci para que não fossem insuportáveis. Deixa eu contar um pouquinho sobre elas (espero não rasgar muita seda).
Meu primeiro contato foi com Talita, que veio com um jeito meio ansioso querendo saber se eu já tinha arranjado moradia, se queria dividir com ela e mais uma. Mesmo já tendo a ideia de morar só e gostar disso, concordei em procurarmos juntas, uma prova pessoal que estaria aberta a todas as possibilidades durante esse novo ciclo. Logo conheci Patrícia, que de cara me pareceu bem enjoada mas eu poderia lidar com isso; no dia da tenda do conto, ouvi brevemente a história de Rebeca e soube que era ela a enfermeira com um bebezinho que queria ficar naquela unidade por ser perto de casa, senti empatia por ela. Jéssica e Claryssa eu já conheci na UBS, antes disso não lembro delas (foi mal, gatas).
Lembro que logo no começo viajei com Talita de ônibus e, antes, fiquei com umas neuras "meu Deus, uma viagem longa dessas... E se a conversa não bater? E se ficar constrangedor?" Grande erro! Conversamos a viagem toda e eu já ganhei uma amiga (em tempo recorde), fiquei tão feliz por encontrar alguém com uma essência tão bonita, tão feita de amor da cabeça aos pés. Ela exala amor e alegria onde passa, é daquelas que a gente quer ter por perto, divertida que só ela. Acho que nunca me senti tão à vontade tão rápido para conversar sobre TUDO da minha vida, nem minhas amigas mais antigas souberam tanto de mim assim (não tão rápido, acho que isso tem a ver com a maturidade também) e eu me sinto tão bem por ter você por perto, até os puxões de orelha são válidos.
Patrícia, apesar da cara de metida que permanece, é uma pessoa linda. É não é porque é uma musa fitness não viu?! Dona de um coração enorme! Não se engane com essa cara de rica, ela já ralou muito na vida (um milhão de empregos, né?!) e adora potes de açaí kkkkk não, pera, corta isso, ela cuida dos que ama como uma leoa, ela se importa com o próximo, te bota para cima só por estar no mesmo ambiente (Patrícia é vida!).
Receba é a calma e paz em pessoa, cheia de -inhos (mãezinha, bebezinho, cartãozinho...), nem parece que vive numa correria dobrada que é a vida dela, toda tranquila, aparentemente. Admiro muito essa força de vontade, essa bondade sem fim (saiba que suas caronas tranquilizam o coração da minha mãe, obrigada por isso).
Claryssa tem cara de menina rica e postura também, ela é divertida, ansiosa (já quer decidir horário e roupa quando se fala em rolê kkkk). Eu gosto da resolutividade, do cuidado e das gargalhadas (tu compõe músicas como ninguém amiga, invista nisso!). Você, que queria amigos nessa cidade nos abraçou de uma forma tão fraterna, tão bonita... É até difícil descrever.
Por fim, ela. A filhinha de Claryssa, a fofa, xodózinho das Durvalindas, a que topa tudo (até dançar quadrilha sem música, do nada, comigo). É tão fácil estar com ela, pensamos parecido em muitos aspectos, gostamos de coisas parecidas (o mapa não mente, né?!) é muito fácil ser amiga dela e querer ser (mesmo que ela vomite uma vitamina deliciosa que você acabou de fazer).
Sei que não sou a fofa, o amorzinho que vocês achavam que eu era, mas depois dessa rara rasgação de seda, deixem-me ser (mais) fresca. Sabe, acho cedo para dizer que amo, mas Talita disse que amor não segue cronologia, então, meninas, amo vocês, vocês são a família que tenho aqui e acho louco, incrível e lindo a forma que nossa amizade tem crescido e se solidificado. Com vocês tenho me tornado uma pessoa melhor, tenho aprendido novas coisas sobre amizade e nem sei como agradecer por ter vocês comigo.
Vocês são pessoas incrivelmente loucas (todas!), maravilhosas, fortes, humanas, divertidas... as qualidades de cada uma nos faz um grupo diversificado e ao mesmo tempo unido. Ainda há muito para conhecer umas das outras, para aprender, mas eu já estou bem feliz com o que conheço e com o que temos, vocês são presentes.


P.s.: Desculpem informar, mas mesmo quando esse ciclo acabar vocês terão que me aguentar, por que eu sou muito ligada a família, não importa onde estejam. Lidem com isso.


P.s. 2: Vocês são muito sortudas por me terem por perto. 
           Somos sortudas por termos nos encontrado.

quinta-feira, 11 de maio de 2017

Coisas da Vida

Oi, deixa eu te contar algo que talvez não faça a menor diferença para você mas que talvez te faça sorrir com a reflexão, assim como me fez. Ontem eu tava meio bad por causa dos meus olhos (essa visão nem sempre boa) aí hoje fui fazer uma visita e a mãe do paciente pediu para tirar uma foto minha para mostrar a netinha o quanto meu cabelo era bonito. Depois do atendimento essa senhora foi me acompanhar até a unidade de saúde, afinal, eu não conhecia bem o caminho e, durante o trajeto um senhor me parou e disse "moça, deixa eu te pedir um favor, do fundo do meu coração?" Eu pensei que era sobre atendimento, para que eu realizasse alguma visita ou marcasse alguma consulta, coisa do tipo, mas aí ele continuou "... Nunca alise seu cabelo, ele é lindo, muito bonito... Você é! Hoje em dia tanta gente com cabelo alisado, tanta gente querendo ter um cabelo assim e não pode..." e saiu sorrindo e elogiando. Já de volta ao meu local de trabalho uma das colegas de trabalho pede para eu trocar de cabelo com ela.  
Conclusão: passei o resto da manhã sorrindo e pensando como as coisas da vida são, os olhos não estão lá essas coisas mas o cabelo... olha, tá numa fase boa hein?! 
(A vida adora uma zueira!).

quarta-feira, 10 de maio de 2017

A culpa não é sua

Olha, hoje não estou em um bom dia, de modo que, desculpa, mas vou desabafar aqui mesmo, com você, que não tem nada a ver com isso, só está passando por aqui, eu sei, mas vai ser você.
Só escrevi três linhas até agora e já estou irritada porque não consigo distinguir as letras que digito. Nem o teclado estou vendo bem, avalia a tela. 
Queria continuar, mesmo agora, sendo aquela pessoa que faz as piadas mais escrachadas de si, mas hoje... não dá. Tô bad!
Ouvir, aos 23 anos, que perdeu mais de 75% da visão em ambos olhos não é algo muito animador. Faz pensar no futuro e dá medo, muito medo. Pensar no quanto preciso dos meus olhos e sentir que eles simplesmente não estão aptos para continuar vendo cores e traços é desanimador. Muito foda.
Eu queria fazer de conta, até para mim, que estou animada com as alternativas, mas não. Hoje eu só queria passar o dia deitada, com os olhos fechados para não ter que ver esses borrões por todos os lados, se quer meu rosto me é nítido no espelho. Estou tão amarga! Quero brigadeiro para adoçar a vida e as expectativas. Quero nitidez para ler meus livros, estudar, assistir tv ou cumprimentar as pessoas sem fazer careta tentando reconhecer seus rostos à distância mínima. Hoje estou cansada de me esforçar tanto para enxergar e vê apenas rascunhos mal feitos, borrões de uma realidade que não me quer. Parece que corri uma maratona e ainda estou extremamente longe da linha de chegada. Cansada, acabada e ainda perdedora.
Quero mais do que esse tão pouco que há, quero tanto que até estou escrevendo isso para provar para mim mesma que posso escrever, mesmo que com enormes borrões, apesar da fonte ampliada. Quero ter força para dizer a essa patologia "ei colega, sei da sua existência aqui, mas eu posso com você! Sou durona, viu?!" mas hoje não vai dar. Hoje ela está ganhando. Ontem também. Tá, há algum tempo ela vem ganhando.
Desculpa chegar aqui assim e despejar essa energia tão negativa em você, que não queria, juro, mas não posso falar essas coisas para os que me amam, eles torcem tanto... Não gosto de roubar esperanças. Acontece que tá foda ser forte por mim e por todos, então hoje eu resolvi descansar, por mim. Mas ó, obrigado por me aguentar durante todo esse tempo, sempre em todos os momentos. Você é um ótimo "ouvinte" e é por isso que amo tanto você, blog querido. Na próxima visita vou tentar te trazer palavras (e sentimentos) mais alegres. 
Beijo!



P.S..: desculpe os erros ortográficos.

Ah, mar!

Desde criança amo praia. No tempo em que eu levantava cadinho para assistir desenhos no sofá da sala, meus avós maternos levavam todos os netos para a praia nos domingos bem cedo (éramos 5 na época). Brincávamos como se nunca tivéssemos ido ali. Eu, claro, não queria sair da água.
Tal paixão pelo mar nunca me deixou e fico feliz por isso. O mar me causa uma sensação de leveza muito boa, me encanta. Sempre gostei de passeios de balsa, barco e tudo que envolva aquela água salgada. Sentar na areia de uma praia significa aprimorar meus sentidos e me desligar do mundo. O som das ondas quebrando, o sol refletido nas ondas, o gostinho salgado que fica na pele, o frio e o arrepio vindo da brisa... Tudo me deixa em outra estação, bem longe daqui, coisa que nenhum entorpecente consegue fazer. Acho que nossa relação de puro amor se intensificou desde o dia em que encontrei a plenitude pela primeira vez.
Eu tinha quase 18 e estava numa praia, famosa por sua beleza, com uns amigos. No fim da tarde do nosso segundo dia lá, fomos dar uma volta no calçadão e sentamos em uma escadaria que levava a areia da praia. Eram quase 17h e ventava bastante. Sentamos em silêncio e contemplamos. Logo os pensamentos cessaram e veio uma sensação boa, como se o mundo fosse perfeito e eu fosse inteira. Encontrei a paz. Não sei definir bem como, mas era uma sensação que dava vontade de gritar, cantar e ao menos tempo ficar quietinha. O sorriso era inevitável, assim como o arrepio na pele. A paz invadiu meu coração ali, naquela praia que fui pensando em bagunça.
A paz não é branca como dizem e divulgam por ai. Ela é multicolorida, um prisma lindo e tem um gosto salgado.
Depois dessa experiência, encontrei a plenitude mais duas vezes e todas elas foram de frente ao mar, então como não amá-lo? Como não tentar encontrá-la sempre que puder?


Meu refúgio, meu lugar, meu mar. Longe de ti fico perdida, vazia. Te ver e não me alegrar não faz sentido. Não te ver por muito tempo é absurdo, faz mal a minha saúde (física, biológica e mental). Me perco e me acho ali, diante de ti.

Filhos? Melhor não, obrigada

Eu acho que seria uma boa mãe. 
É, acho que eu seria sim. Seria daquelas que conversa numa boa, sem diminuir os filhos contando com o grande argumento "eu-sou-sua-mãe-ponto". Iria brincar como se tivesse a mesma idade, estimular a leitura e, principalmente, ajudaria a desenvolver o pensamento crítico e reflexivo. Acho que eu conseguiria formar homens e mulheres de bem e de valores afinal.
Mas não, decidi há algum tempo que não quero filhos. Se eu encontrar algum cara que me faça querer dividir a vida com ele, espero que também não queira espalhar seus genes por aí. Não é uma questão egoísta, eu até queria mesmo ter algumas crias (isso mesmo, no plural, todo mundo tem que ter irmãos), mas acho injusto e desumano condenar alguém propositalmente para viver nesse mundo. Temo o que será da minha vida nos próximos anos: Escassez de água, empregos, calor excessivo, violência crescente, descaso com educação e saúde, fanatismo, corrupção, alienação... São tantos absurdos que não consigo aceitar uma "mini-mim" solta e desprotegida por aí, sem a liberdade de ser feliz como se deve ser. Quero que este Ser seja tão feliz que não quero que venha e encontre esse mundo doente de tudo.

Parece que abriram a caixa de Pandora e perderam a tampa. 
Ter filhos é de uma responsabilidade tão grande que desde já não cabe em mim, não posso garantir liberdade, segurança e saúde para uma pessoinha nesse mundo que vivemos, infelizmente. Nessas horas penso em meus sobrinhos, nos filhos dos meus primos e nos dos meus amigos... Quero tanto bem a essas crianças que sou/serei uma tia fantástica. Todo amor, carinho e proteção que não usarei com os filhos que não espero ter será revertido para esses anjinhos que não saíram de mim mas que também serão motivos dos meus sorrisos.
Sei que ser mãe não é só parir. É criar, cuidar, proteger, pensando assim já poderia ter vários filhos mas, acredito que gerar um ser é uma experiência à parte. Saber que fecundei, desenvolvi, pari, eduquei e vi crescer uma criança que saiu de mim é algo que não posso sequer imaginar a sensação. Saber que o mundo que estamos deixando para as próximas gerações é tão caótico e absurdo que não posso conceber a ideia de passar meu DNA, o DNA da minha família à diante. No que depender de mim, acaba aqui. Vou cuidar dos meus sobrinhos (de sangue ou postiços), vou criar animais, talvez até adote algumas crianças que não tiveram culpa por nascer e por algum motivo não terem pais para cuidar delas. Vou orar para que o mundo seja um lugar melhor, não para mim, mas para os pequenos que estão vindo. Que o universo conspire à favor deles. Amém.

Passos para pegar qualquer mulher

Hoje, passeando pela infinidade de vídeos disponíveis no YouTube (vários deles são perda de tempo, é fato), acabei esbarrando em um bem interessante. O protagonista do vídeo garantia que com apenas 3 dicas "infalíveis" era possível conquistar qualquer mulher via texto em redes sociais. Qualquer mulher. 
Veja só: a ideia do cara era despertar a curiosidade da mulher (o que não é muito difícil, já que nós somos curiosas por natureza) com uma frase-chave, algo que funcionaria com todas as mulheres do mundo, e depois de chamar atenção, prendê-la numa conversa iniciada com frases generalistas também. Por fim o cara consegue sair e pegar a mulher. Com menos de 24 horas de conversa espaçada. 
Ao final do vídeo o cara diz que depois que desenvolveu as técnicas tem qualquer mulher disponível a hora que quiser e mais, vende inclusive um curso onde ensina tooodas as técnicas par pegar mulher.
Agora eu pergunto: até que ponto 'pegar' mulher é tão importante assim? Quer dizer, uma coisa é o cara ser extremamente inseguro e precisar de ajuda para começar algo, outra coisa é fazer isso apenas pelo prazer pegar quantas mulheres quiser, quando quiser.
Eu sei que há caras escondidos por aí, com dificuldade para chegar na garota que se interessa, mas num vai nessa onda não... Sinceridade é o maior afrodisíaco para uma mulher. Vai por mim, além disso, seja mais que um cara generalista que diz a mesma coisa para todas as mulheres, gostamos de exclusividade ;). Por fim te aconselho a ser um cara divertido, se não der certo, pelo menos vocês terão dado algumas gargalhadas juntos. Boa sorte Homens (não moleques)!

quinta-feira, 4 de maio de 2017

Ano novo, vida nova

Eu comecei o ano com muitos, muitos planos. Ia mudar o endereço do meu consultório, ia começar a utilizar novas técnicas, comprei novos equipamentos, ia iniciar meu trabalho voluntário... Eram tanto planos! Mas sabe como a vida é zueira, né?! Vem e muda todos os planos.
Ano passado eu coloquei minha vida nas mãos de Deus. Não um contrato firmado diante de muitas pessoas numa igreja, foi coisa simples: um bate papo entre pai e filha. Eu disse que estaria onde ele quisesse que eu estivesse e, quando a oportunidade, que eu já não tinha esperanças em conseguir, veio... não tive o que fazer, pensar ou questionar. Só fui.
Eu acredito que os planos dele são muito melhores e maiores que os meus e a chamada para a Residência que eu queria foi uma surpresa (das boas!). Veio depois da data esperada e eu já estava agilizando os ouros planos. 
Mudei tudo: planos, metas, cidade,.. Começar uma vida nova, praticamente do zero. Arranjar uma casa, deixá-la com cara de lar, fazer amigos, contribuir na melhoria de outras vidas, aprender, me melhorar mais como pessoa e profissional... Era tanta coisa acontecendo de uma vez que eu só conseguia agradecer e pedir que continue a me guiar.
Logo na primeira semana consegui pessoas incríveis e logo me aproximei dos que simpatizei. A escolha do local de trabalho foi possível e tive que ir para sorteio, por sorte ou destino, fui sorteada para onde eu queria estar (parece que estou em sintonia com os planos de Deus, não é mesmo?). Neste lugar conheci minhas novas amigas e, sinceramente, a cada dia me sinto mais em casa. Não quero me estender muito aqui, até porque haverão mais alguns textos sobre este lugar, estas pessoas e as vivências. Esperem, posso demorar, mas sempre volto! ;)
No mais, em resumo, é isso: vim e estou feliz com os caminhos que tenho seguido (e que continue assim!).

quarta-feira, 15 de março de 2017

Ciclos

8 de fevereiro
(Ao som de Leve com você - Natiruts)

A vida é cheia deles, uns mais floridos, outros mais sofridos, uns no piloto automático e tem também aqueles que passam a sensação de "O que tá acontecendo aqui?".
Tem o ciclo do fim da escola, troca de emprego, fim da faculdade, início/término de relacionamento e claro, o do aniversário.
Hoje eu encerro um ciclo e começo outro. Estou com uma vontade enorme de escrever e, como não sou me conter, cá estou. Eu sempre penso sobre o ciclo passado e o que eu quero para o próximo. Penso e deixo na mente, dessa vez quero escrever para que possa avaliar melhor, no futuro. Vamos lá?
No ciclo passado aconteceu tanta coisa, foi tão importante na minha vida e tão corrido, tão puxado, cresci tanto... nossa! Parando assim para pensar... o texto vai ser longo! hahaha
No ciclo dos 23 eu engordei muito (e perdi tudo também!), fiz minha primeira tatuagem, montei meu primeiro negócio, cometi erros no investimento também. Ano passado firmei mais ainda as amizades antigas e fiz novas. Ri com amigos, conheci lugares novos, fui inspiração para outras pessoas (isso foi lindo), Perdi meu primeiro amigo pet :/ Ganhei um novo amigo pet tão lindo e carinhoso quanto o outro (talvez até mais carinhoso). Ano passado eu me decepcionei com pessoas, tentei ser uma pessoa melhor, comecei a mostrar mais meus textos e até "publiquei" meu primeiro livro físico (edição única e limitada à um exemplar - presente de aniversário para minha mãe). 
Quando paro para pensar que cresci tanto como pessoa fico besta aqui rindo para essa tela. Consegui ser mais aberta a conversas, a tentar ser mais quem eu sou e deixar que vejam. Conheci um cara muito gente boa e fico feliz com a paciência que ele tem tido com meu "jeitinho meigo" de ser.
Sabe, me vi como alguém capaz de fazer mais, por tantos, por todos, por mim. Sim foi um ciclo feliz e quero que esse que está começando seja, uma continuidade das mudanças positivas. Que a felicidade e o crescimento estejam presentes e que eu possa voltar aqui com novas ideias e histórias sobre dias (incríveis) que virão.


Não importa se só tocam
O primeiro acorde da canção
A gente escreve o resto em linhas tortas
Nas portas da percepção
Em paredes de banheiro
Nas folhas que o outono leva ao chão
Em livros de histórias seremos a memória dos dias que virão

Exército de um homem só - Humberto Gessinger