quarta-feira, 10 de maio de 2017

Não sei ser morna

Minha gente, pessoas queridas, vocês precisam aprender: eu sou esquisita. Já tentei não o ser e isso não funcionou. Hoje em dia até acho bom, me sinto livre para ser a estranha que sou sem dever explicações. Mas nem todos sabem, nem todos entendem então preciso dizer que quando eu me afasto, realmente quero me afastar. Isso não é uma forma de pedir adulação ou chamar atenção. Só quero ficar só, na minha. Quando estou irritada fico extremamente chata e por isso prefiro ficar só. É um ciclo. Basta me deixar com meus pensamentos e minhas músicas que eu logo volto ao "normal" (o que é normal?). Como não sei guardar coisas ruins, logo melhoro e já esqueço.
É que não sei ser morna: ou quente ou fria. Não sei fingir estar bem, sou autêntica e extremista, ou 8 ou 80, sabe?! Desde sempre fui esse redemoinho de emoções gritantes que me fazem essa estranha oscilante que sou. Mas não é de todo ruim e sempre há um motivo, nem que seja um pensamento, uma manchete na TV, um fato aparentemente banal e despercebido em uma roda de amigos, mas sempre há. Mas, como disse, basta me deixar em paz. Logo passa.

"É só hoje e isso passa

Só me deixe aqui quieto
Isso passa
Amanhã é um outro dia
Não é?"

A via láctea - Renato Russo

quinta-feira, 4 de maio de 2017

Arrudiando

Ooooi pessoas!

A partir de hoje começarei a alimentar o marcador Arrudiando com textos sobre esse novo clico da minha vida no qual estou começando do zero: novo emprego, novos amigos, nova cidade. Vida nova!
Aqui no nordeste utilizamos muito essa palavra que significa "dar a volta". Eu estou dando voltas, idas e vindas, volta por cima, como queiram interpretar. Bora arrudiar também?
Espero ter boas histórias para contar. ;)

Ano novo, vida nova

Eu comecei o ano com muitos, muitos planos. Ia mudar o endereço do meu consultório, ia começar a utilizar novas técnicas, comprei novos equipamentos, ia iniciar meu trabalho voluntário... Eram tanto planos! Mas sabe como a vida é zueira, né?! Vem e muda todos os planos.
Ano passado eu coloquei minha vida nas mãos de Deus. Não um contrato firmado diante de muitas pessoas numa igreja, foi coisa simples: um bate papo entre pai e filha. Eu disse que estaria onde ele quisesse que eu estivesse e, quando a oportunidade, que eu já não tinha esperanças em conseguir, veio... não tive o que fazer, pensar ou questionar. Só fui.
Eu acredito que os planos dele são muito melhores e maiores que os meus e a chamada para a Residência que eu queria foi uma surpresa (das boas!). Veio depois da data esperada e eu já estava agilizando os ouros planos. 
Mudei tudo: planos, metas, cidade,.. Começar uma vida nova, praticamente do zero. Arranjar uma casa, deixá-la com cara de lar, fazer amigos, contribuir na melhoria de outras vidas, aprender, me melhorar mais como pessoa e profissional... Era tanta coisa acontecendo de uma vez que eu só conseguia agradecer e pedir que continue a me guiar.
Logo na primeira semana consegui pessoas incríveis e logo me aproximei dos que simpatizei. A escolha do local de trabalho foi possível e tive que ir para sorteio, por sorte ou destino, fui sorteada para onde eu queria estar (parece que estou em sintonia com os planos de Deus, não é mesmo?). Neste lugar conheci minhas novas amigas e, sinceramente, a cada dia me sinto mais em casa. Não quero me estender muito aqui, até porque haverão mais alguns textos sobre este lugar, estas pessoas e as vivências. Esperem, posso demorar, mas sempre volto! ;)
No mais, em resumo, é isso: vim e estou feliz com os caminhos que tenho seguido (e que continue assim!).

quarta-feira, 15 de março de 2017

Ciclos

8 de fevereiro
(Ao som de Leve com você - Natiruts)

A vida é cheia deles, uns mais floridos, outros mais sofridos, uns no piloto automático e tem também aqueles que passam a sensação de "O que tá acontecendo aqui?".
Tem o ciclo do fim da escola, troca de emprego, fim da faculdade, início/término de relacionamento e claro, o do aniversário.
Hoje eu encerro um ciclo e começo outro. Estou com uma vontade enorme de escrever e, como não sou me conter, cá estou. Eu sempre penso sobre o ciclo passado e o que eu quero para o próximo. Penso e deixo na mente, dessa vez quero escrever para que possa avaliar melhor, no futuro. Vamos lá?
No ciclo passado aconteceu tanta coisa, foi tão importante na minha vida e tão corrido, tão puxado, cresci tanto... nossa! Parando assim para pensar... o texto vai ser longo! hahaha
No ciclo dos 23 eu engordei muito (e perdi tudo também!), fiz minha primeira tatuagem, montei meu primeiro negócio, cometi erros no investimento também. Ano passado firmei mais ainda as amizades antigas e fiz novas. Ri com amigos, conheci lugares novos, fui inspiração para outras pessoas (isso foi lindo), Perdi meu primeiro amigo pet :/ Ganhei um novo amigo pet tão lindo e carinhoso quanto o outro (talvez até mais carinhoso). Ano passado eu me decepcionei com pessoas, tentei ser uma pessoa melhor, comecei a mostrar mais meus textos e até "publiquei" meu primeiro livro físico (edição única e limitada à um exemplar - presente de aniversário para minha mãe). 
Quando paro para pensar que cresci tanto como pessoa fico besta aqui rindo para essa tela. Consegui ser mais aberta a conversas, a tentar ser mais quem eu sou e deixar que vejam. Conheci um cara muito gente boa e fico feliz com a paciência que ele tem tido com meu "jeitinho meigo" de ser.
Sabe, me vi como alguém capaz de fazer mais, por tantos, por todos, por mim. Sim foi um ciclo feliz e quero que esse que está começando seja, uma continuidade das mudanças positivas. Que a felicidade e o crescimento estejam presentes e que eu possa voltar aqui com novas ideias e histórias sobre dias (incríveis) que virão.


Não importa se só tocam
O primeiro acorde da canção
A gente escreve o resto em linhas tortas
Nas portas da percepção
Em paredes de banheiro
Nas folhas que o outono leva ao chão
Em livros de histórias seremos a memória dos dias que virão

Exército de um homem só - Humberto Gessinger

Quando a Mágoa fala mais alto que a Ética

Agregar conhecimentos é uma coisa bastante necessária em minha área de atuação (acho que na de todo mundo) e fazer cursos não me é algo desgastante, pelo contrário. Gosto de beber de várias fontes, não acho interessante se aprisionar a uma única escola ("é isso e acabou"). Feita a introdução da coisa, vamos a historinha de hoje.
Fui fazer um curso rápido em escola B e faço outro, mais longo, em escola A. São cursos diferentes, ministrantes diferentes, organização diferente então acho que tenho ganhado bastante quanto a isso. Desde o começo observo o quanto as organizações de ambas escolas são empenhadas e competentes mas vejam só, a organização da escola B, sabendo que eu estudava também na escola A veio, assim do nada mesmo, me contar de uns desentendimentos que teve com a organização A. Não vou entrar em detalhes, mas, em resumo, disse que era falsa, hipócrita, mal caráter e antiética. Confesso que fiquei sem palavras, mas uma pergunta ecoou em minha mente: quem é pior?
Sabe, o que ela me disse mostrou mais sobre ela do que sobre àquela a quem se referiu. O que ela disse pode ser verdade, mas, havia necessidade? Não somos amigas nem nada parecido, nossa relação é totalmente profissional e esporádica e isso tudo me levou a pensar o quanto uma conversa com menos de 5 minutos pode mudar tanta coisa, não é mesmo? Eu que havia a elogiado naquela manhã, fui dormir sentindo uma leve decepção e até dó. Ela é tão competente, seria melhor para ela se desfazer da mágoa e não deixar que isso entre no ambiente de trabalho. Mas enfim, quem sou eu para dizer o que ela deveria ou não fazer? Cada um sabe a dor e a delícia de ser o que é (Sábio Caetano quando disse isso).

Espero que elas se resolvam ou que pelo menos superem a mágoa e, enquanto puder, eu continuarei fazendo cursos nas duas porque sim.